Rússia desclassifica planos da URSS para viajar a planetas do Sistema Solar

Trata-se do projeto codificado como Pluton (Plutão, em russo) que contribuiu para as vitórias espaciais soviéticas da época e tais avanços como a criação de mapas das superfícies de Marte, Mercúrio e Vênus, usando radares.
Sputnik

A empresa russa Rossiyskiye Kosmícheskiye Sistemy (Sistemas Espaciais Russos), que faz parte da agência espacial russa Roscosmos, acaba de publicar um relatório de 1961 dedicado a voos para outros planetas do Sistema Solar. Até agora, o documento não estava disponível para o público.

Ao divulgar esses dados, os representantes da empresa destacaram a importância dos avanços espaciais da época soviética.

"É uma evidência histórica única de como o sistema de comunicação espacial foi criado, o que tornou possível uma alunissagem (pouso na Lua) suave, a operação dos veículos lunares Lunokhod e os voos de aparelhos soviéticos para Vênus e Marte", explicaram.

Foi para isso que os cientistas fundaram em Eupatória, na Crimeia, o centro de comunicações espaciais Pluton. Este tornou-se o primeiro centro especializado destinado a estabelecer contatos com as espaçonaves que estavam na órbita de Júpiter.

Novo conceito estrutural poderia solucionar enigma da energia escura
Os especialistas da Sistemas Espaciais Russos dizem que os planos articulados em 1961 eram bastante otimistas e ambiciosos, já que naquela época os cientistas soviéticos acreditavam que as pessoas poderiam se deslocar de modo bastante fácil pela galáxia no futuro próximo.

A esse respeito, os autores do relatório apontavam que as atividades do centro de Eupatória iriam garantir a comunicação via rádio com sondas espaciais, além da ligação telefônica e fototelegráfica com espaçonaves tripuladas em um raio de 1 bilhão de quilômetros.

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