França critica Japão por retomar caça de baleias

Paris lamenta a decisão de Tóquio de se retirar da Comissão Baleeira Internacional (CBI) e retomar a caça comercial, informou o Ministério de Relações Exteriores da França em comunicado nesta quinta-feira (27).
Sputnik

Na quarta-feira, o chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, disse que Tóquio decidiu sair da CBI a partir de 2019 para retomar a caça comercial em julho, após uma pausa de 30 anos.

A chancelaria francesa lembrou que a CBI foi a única instituição que levou em consideração todos os aspectos sociais e ecológicos relacionados à caça às baleias.

"A decisão do Japão de deixar este corpo é um sinal alarmante para a abordagem multilateral na ecologia no período que é crítico para a preservação da diversidade biológica", acrescentou o comunicado.

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O ministério enfatizou que a França apoiou a proibição da caça comercial de baleias introduzida pela CBI em 1986 e que era contra o assassinato de baleias para fins científicos.

"A França gostaria de continuar as conversas com o Japão a fim de encontrar uma solução que permita o fortalecimento das estruturas internacionais existentes para a proteção desta espécie de mamífero emblemático", disse o ministério em conclusão.

A decisão de Tóquio foi amplamente antecipada em meio às repetidas ofertas do Japão à CBI para suspender as proibições de baleeiros. O Greenpeace criticou a decisão japonesa.

A CBI proibiu a caça comercial em 1986, mas alguns países, incluindo o Japão, a Noruega e a Islândia, exploraram uma provisão na Convenção de 1946 para a Regulamentação da Pesca da Baleia, que permite matar baleias para fins científicos.

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