Caça de 5ª geração americano F-35 é afastado dos testes de combate finais

O caça de quinta geração F-35 Lighting II, no qual os EUA gastaram um valor recorde de US$ 1,5 trilhão (R$ 5,8 trilhões), não pode iniciar a fase principal dos testes de combate, de acordo com a revista norte-americana The National Interest, citando uma carta do diretor de testes do Pentágono.
Sputnik

De acordo com a conclusão dos funcionários militares, o programa do F-35 não atende às exigências para o Teste e Avaliação Operacional Inicial (IOT&E, em inglês). Este teste é o último e o mais importante para todo o equipamento militar norte-americano antes de este ser adotado em serviço e começar sua produção em grande escala.

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Entretanto, o Pentágono se recusou a adotar o F-35 para os testes, já que os criadores da aeronave ainda não resolveram várias falhas importantes, de acordo com a edição.

The National Interest apontou que os principais problemas do avião estão relacionados ao sistema de controle das armas. O F-35 apresenta "deficiências técnicas" no uso de mísseis ar-ar AIM-120, enquanto os projetis do canhão da aeronave "falham de modo consistente em atingir alvos terrestres" durante testes a baixa altitude.

Segundo a revista, os projetistas da aeronave mais cara na história dos EUA responsabilizam o software pelas falhas mencionadas, prometendo que a próxima atualização do mesmo resolverá todos os problemas. Contudo, o mesmo foi declarado vários anos atrás.

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Além disso, o F-35 tem enfrentado sérias dificuldades com o Sistema de Informação Logística Autônoma (ALIS, na sigla em inglês), que inclusive guarda dados sobre o estado técnico do avião e de suas armas. O computador planeja a manutenção e comunica aos serviços de terra sobre a necessidade de suprimir munições.

A maior parte das funções do ALIS "funciona somente com grande nível de esforço manual dos administradores do ALIS e do pessoal de manutenção", conclui o Pentágono, citado pela edição.

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