'Desastre completo': NI comenta criação de um exército europeu

A ideia de criar um exército único da União Europeia, anteriormente apresentado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, levanta sérias questões, escreve o jornal The National Interest.
Sputnik

Segundo o artigo, a realização de tal plano será um "desastre completo". A principal fraqueza de um exército único é que a União Europeia é mais um bloco econômico do que os "Estados Unidos da Europa". Por isso, não está claro como serão tomadas as decisões sobre o uso dessas tropas.

Se isso exigir a aprovação de todos os países-membros, será difícil alcançá-lo devido a possíveis divergências. Caso a decisão sobre o uso do exército unificado venha a ser tomada por alguma entidade especial, haverá quem questione por que razão tal foi confiado a "burocratas que não foram escolhidos por ninguém".

Rússia adverte para 'ilusão' sobre avanço da ideia de Macron sobre exército europeu
Além disso, o autor do artigo observa que, em caso de um conflito com um inimigo como a Rússia, as tropas precisarão de cobertura aérea, suporte da aviação de transporte, sistemas de guerra eletrônica e muito mais.

Atualmente, o apoio a ações militares de grande escala depende principalmente dos Estados Unidos. Assim, a intervenção militar da OTAN na Líbia em 2011 só foi possível porque Washington forneceu aviões de reabastecimento, bombas inteligentes e reconhecimento aéreo, escreve o jornal.

"Sem integração política, a Europa não será capaz de criar forças armadas adequadas ao seu poder econômico", conclui o autor.

EUA pedem à Europa que seu hipotético exército seja 'complemento' e não substituto da OTAN
No dia 6 de novembro, Emmanuel Macron disse que a União Europeia deveria ter um "verdadeiro exército europeu" independente dos Estados Unidos e da OTAN a fim de poder se defender. De acordo com o líder francês, os países europeus devem ser mais fortes e independentes para combater as ameaças globais, aumentando a sua capacidade de defesa e segurança. A iniciativa recebeu apoio da chanceler alemã, Angela Merkel, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o a possibilidade.

Comentar