Especialista americano prevê 'processo perigoso' na disputa entre EUA e China

Pelo fato de Pequim não ser capaz de cumprir plenamente as exigências de Washington, ambos os países enfrentam um longo e complicado processo de negociação, segundo o especialista americano Alan Kafruni.
Sputnik

"Parece assustador, mas não acho que a China se renderá. O processo será longo e perigoso. Há um complexo militar-industrial dos EUA, há o Pentágono — eles estão interessados em superioridade tecnológica sobre a China, e esse é o objetivo da guerra comercial", disse o especialista em sessão do Clube Valdai de Discussões Internacionais.

Trump está blefando: por que acordo comercial entre EUA e China é uma ilusão?
De acordo com Kafruni, Trump não iniciará uma guerra de sanções com o país asiático na véspera das eleições presidenciais, pois isso também afetaria a economia norte-americana.

"As eleições de meio de mandato não foram tão bem-sucedidas para Trump — ele perdeu a Câmara dos Representantes. A economia está passando por processos ruins. As corporações dos EUA são mais fortes do que a China, mas o problema é que tudo o que os EUA fazem afeta gravemente as empresas americanas. Por exemplo, […] a Microsoft tem metade das receitas da China", citou o especialista.

Foi estipulado após as negociações do G20 em Buenos Aires, que os EUA não aumentariam as tarifas de 10% para 25% sobre a China a partir de 1º de janeiro de 2019.

No entanto, os EUA alertaram que se nenhum acordo fosse alcançado sobre certas questões comerciais nos próximos 90 dias, as tarifas aumentariam para o nível anteriormente planejado.

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