Oposição venezuelana pede que Banco da Inglaterra não devolva ouro a Maduro

Os líderes da oposição venezuelana, Julio Borges e Carlos Vecchio, pediram ao Reino Unido para que não entregue US$ 550 milhões (R$ 2 bilhões) em ouro à Venezuela.
Sputnik

O pedido foi feito após a Reuters, citando fontes, ter informado que o governo venezuelano está tentando repatriar barras de ouro do Banco da Inglaterra, nesse valor, com medo de que estas sejam afetadas pelas sanções americanas anunciadas pelo presidente Trump no início de novembro.

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Na carta endereçada ao banco, eles alegaram que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ou iria embolsar o ouro ou usá-lo para prender ilegalmente e se livrar dos opositores do governo.

"Maduro não é o dono legítimo do ouro. Sem dúvida, a intenção de Maduro e seu regime é roubar esses recursos que, com razão, pertencem ao povo", escreve-se na carta.

Se o Banco da Inglaterra permitir que Maduro repatrie o ouro, tal violará ainda mais a obrigação legal do banco de combater a lavagem de dinheiro e a corrupção, alertaram Borges e Vecchio, que atualmente vivem no exílio.

Em 1º de novembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs novas medidas restritivas contra a Venezuela, proibindo especificamente empresas e particulares norte-americanos de comprar ouro ao país latino-americano.

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Maduro acusou Trump de "esquizofrenia" e prometeu que Caracas não se "ajoelharia diante do imperialismo americano".

Além disso, o presidente venezuelano também havia informado anteriormente que o país está em processo de se tornar "a segunda maior reserva de ouro da Terra". Com investimentos públicos e privados, o governo também está construindo 54 unidades de processamento aurífero.

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