Arqueólogos descobrem novas múmias em Complexo de Pirâmides perto do Cairo (FOTO)

Arqueólogos egípcios descobriram recentemente oito sarcófagos de calcário contendo múmias a cerca de 40 quilômetros ao sul do Cairo, capital do país.
Sputnik

De acordo com o Ministério de Antiguidades do Egito, as múmias, cobertas com uma camada de material chamado cartonagem — camadas de linho ou papiro coberto com gesso — que datam do período tardio do antigo Egito (664 — 332 aC).

As múmias foram descobertas na pirâmide do rei Amenemhat II na necrópole real de Dahshur. A necrópole real, que é um local de enterro para cortesãos e membros do alto escalão do governo, está localizada no deserto, na margem oeste do Nilo. Amenemhat foi o terceiro faraó da 12ª dinastia do antigo Egito.

A necrópole abriga duas pirâmides antigas: a Pirâmide Torta, que foi construída durante o reinado do Faraó Sneferu, e a Pirâmide Vermelha, construída sob o mesmo reinado e supostamente erguida para servir como local de enterro do Sneferu (embora isso nunca tenha sido provado).

Múmia achada no Cairo

Em setembro, arqueólogos que drenavam as águas subterrâneas do templo de Kom Ombo, na cidade de Aswan, no sul do Egito, descobriram uma esfinge de arenito, uma criatura mítica com cabeça humana e corpo de leão. A estátua provavelmente remonta à era ptolomaica. A dinastia ptolomaica era uma família real grega macedônia que governou o reino ptolemaico no Egito de 305 a 30 aC.

Autoridades egípcias esperam que essas novas descobertas aumentem o turismo no país. Durante o levante da Primavera Árabe em 2011, a indústria do turismo do Egito sofreu muito. Segundo a Organização Mundial de Turismo das Nações Unidas, o país passou de 14 milhões de turistas em 2010 para 5,3 milhões em 2016. No final de 2017, os números aumentaram um pouco, com cerca de 8,2 milhões de turistas chegando ao país naquele ano.

Em setembro, autoridades do Egito abriram o antigo túmulo de Mehu, um oficial faraônico que era parente do primeiro rei da Sexta Dinastia, em um movimento para ajudar a impulsionar o turismo, informou o Sputnik na época.

O túmulo, que tem cerca de 4.300 anos de idade, está localizado na necrópole de Saqqara, perto de Giza, e foi descoberto em 1940 pelo arqueólogo Zaki Saad.

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