Almirante russo explica como submarino argentino pode ser resgatado

Com as tecnologias existentes hoje, é possível retirar do mar o submarino naufragado ARA San Juan, mas a operação será extremamente cara, opinou à Sputnik o ex-comandante da Frota do Báltico, almirante Vladimir Valuev.
Sputnik

Recentemente, a Marinha argentina informou ter encontrado o submarino desaparecido com sinais de deformação e implosão. O ARA San Juan foi descoberto na noite de sexta-feira (16) pela empresa americana Ocean Infinity a 500 quilômetros da costa e a mais de 900 metros de profundidade.

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Para o almirante, há dois cenários possíveis para o caso do submarino: declarar o local do acidente como sepultura militar e marcar suas coordenadas, ou retirar o submarino do leito marinho, mas esta é considerada uma opção muito cara.

Segundo Valuev, os EUA e a Suécia atualmente dispõem de tecnologias para tais operações. Especialistas russos também têm experiências em remover submarinos do fundo do mar, como o caso do submersível Kursk, que foi erguido em 2001 pela Rússia com ajuda de equipamento suecos.

"Teoricamente, é possível retirar [o ARA San Juan] a 900 metros de profundidades usando um guindaste e pontões, mas há muitos fatores que dificultam o trabalho, em particular, a grande profundidade, correntes submarinas, condições climáticas e afastamento da costa", explicou o almirante.

O ministro da Defesa argentino, Oscar Aguad, também comentou sobre o alto custo do possível resgate da embarcação. O ministro afirmou em entrevista ao canal América, que o país não tem meios e tecnologias para extrair o submarino.

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Antes da resposta de que poderia haver uma tecnologia compatível, avaliada em cerca de US$ 4 bilhões (R$ 14,9 bilhões), Aguad declarou que, "se custa 4 bilhões de dólares para retirá-lo, seria um desatino investir esses recursos [nisso]".

O ARA San Juan, um dos três submarinos com que contava a Argentina, informou sua última posição em 15 de novembro de 2017 quando navegava de Ushuaia à sua base naval em Mar del Plata, encontrando-se a 432 quilômetros da costa.

Duas horas depois do último contato com a base, foi registrada uma explosão a 48,28 quilômetros da última posição da embarcação.
A companhia Ocean Infinity, que ajudou a encontrá-lo um ano depois, cobrará US$ 7,5 milhões (R$ 28 milhões) por seu trabalho.

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