Drone de ataque da Ucrânia é derrubado em dia de eleições, diz Lugansk

A Milícia Popular da autoproclamada República Popular de Lugansk abateu, no dia das eleições em Donbass, um veículo aéreo não tripulado (VANT) das forças de segurança ucranianas junto à linha de contato, disse a repórteres na segunda-feira (12) o representante oficial da Milícia Popular de Lugansk, Andrei Marochko.
Sputnik

As eleições dos líderes e deputados nas autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk (RPD) e de Lugansk (RPL) decorreram em 11 de novembro. Kiev disse que não reconhece os resultados das eleições, que também são consideradas ilegítimas pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

Repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk escolhem novos líderes e deputados
Ao mesmo tempo, como enfatizou o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, as eleições nas autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e de Lugansk, não contrariam os Acordos de Minsk. Cerca de 50 representantes de 14 países participaram das eleições como observadores eleitorais internacionais. No final da votação, eles declararam que não registraram violações do processo eleitoral.

"Ontem às 11h45 [6h45, no horário de Brasília], na área da localidade de Raevka [sob controle da RPL], um VANT de ataque do tipo Phantom foi abatido pela defesa antiaérea", disse Marochko, acrescentando que quaisquer ações ilegais das Forças Armadas da Ucrânia serão duramente reprimidas.

O representante da Milícia sublinhou que a violação dos Acordos de Minsk pelas Forças Armadas ucranianas se tornou prática corrente, e que eles usam drones ao longo de toda a linha de demarcação.

Em 2014, as autoridades ucranianas iniciaram uma operação militar contra as repúblicas populares de Donetsk e de Lugansk, que declararam sua independência depois do golpe do Estado que ocorreu na Ucrânia em 2014. Segundo as últimas estimativas da ONU, as ações militares em Donbass resultaram na morte de mais de 10 mil pessoas.

Em fevereiro de 2015, as partes em conflito assinaram os Acordos de paz de Minsk para acabar com as hostilidades na região.

Comentar