Bielorrússia promete se armar contra OTAN e EUA

O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, declarou que, devido à crescente atividade da OTAN na Europa Oriental, seu país precisará atualizar o programa militar, que inclui novos mísseis.
Sputnik

Military Watch Magazine, o presidente bielorrusso também se mostrou descontente com os planos dos Estados Unidos de construir uma grande base militar na Polônia.

"Se a OTAN continuar nos intimidando, por exemplo, com uma base na Polônia ou algo do tipo, precisaremos de armas mais eficazes — mísseis, em primeiro lugar", explicou Lukashenko em uma reunião realizada no dia 6 de novembro com especialistas norte-americanos.

O portal lembra que Minsk já possui mísseis balísticos russos OTR-21 Tochka instalados no país e que, como as últimas declarações do líder bielorrusso apontam, é muito provável que ele adquira os novos sistemas Iskander.

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"Os Iskander são considerados uma ameaça particularmente letal devido à sua capacidade de evitar as defesas aéreas da OTAN, e também é possível que eles adquiram mísseis de cruzeiro como o P-800 Oniks ou mísseis de alta precisão como o Kh-38, ambos grandes ameaças à OTAN na Europa", explica o portal.

Lukashenko também disse que não vê a necessidade de uma base militar russa no território da Bielorrússia, porque o país já tem uma aliança política e militar com o vizinho. Portanto, "é irrelevante a construção de uma base militar russa". Não só porque, segundo as suas palavras, a Bielorrússia é um país soberano e independente, mas porque "não há necessidade".

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em setembro passado que Washington está planejando implantar uma base militar na Polônia e que Varsóvia concordaria em pagar "bilhões de dólares" por essa implantação. Seu colega polonês, Andrzej Duda, sugeriu batizar a futura base de "Fort Trump".

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