Mídia ocidental chama de 'brincadeira' manobras da OTAN na Noruega

À exceção da Polônia e dos países bálticos, nenhum membro da OTAN vê sinais de que Moscou esteja planejando um ataque convencional, relata a revista alemã Die Welt.
Sputnik

O autor do artigo, Christoph Schiltz, expressa suas dúvidas em relação à necessidade dos exercícios da Aliança na Noruega. 

Megaexercícios da OTAN podem trazer guerra nuclear para atualidade?
Segundo Schiltz, há sérias divergências dentro da OTAN quanto à Rússia. Além da Polônia e dos países bálticos, os parceiros da OTAN "não veem sinais de que Moscou esteja planejando um ataque convencional". 

A Aliança acredita que a ameaça da chamada guerra híbrida é "muito mais provável", com o uso de "armas cibernéticas, desinformação e instigadores". 

Assim, o autor do artigo questiona: "Para quê então esta brincadeira na Noruega com a participação de 50 mil soldados e 10 mil unidades de equipamento?".

A OTAN compreende que, "no caso de uma ameaça de conflito real, as possibilidades serão limitadas", observa o autor.

"Isso se refere à infraestrutura, veículos, capacidades militares no ar e no mar, assim como à transferência de grandes unidades militares para o Leste. E aqui já nasce uma pergunta: tais manobras de grande escala ainda são relevantes hoje em dia?", pergunta Schiltz.

Ocidente busca pretexto para enviar navios da OTAN ao mar de Azov
As manobras conjuntas da OTAN Trident Juncture começaram na Noruega em 25 de outubro e terminarão em 7 de novembro, envolvendo cerca de 50 mil soldados, 250 aeronaves e 65 embarcações de 31 países. O número de militares dos países do norte da Europa atinge mais de 13 mil efetivos, entre os quais cerca de 2 mil soldados da Suécia.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, comentando os planos da Aliança, declarou que esses exercícios têm uma "clara" orientação antirrussa, e que a participação da Finlândia e da Suécia nas manobras leva a uma degradação da situação na região.

Comentar