Netanyahu: tentativa do Irã de associar Israel ao ataque terrorista em Ahvaz é ridícula

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou qualquer ligação entre seu país e o atentado à cidade de Ahvaz, no sul do Irã, que resultou na morte de pelo menos 24 pessoas no final de setembro.
Sputnik

Netanyahu fez uma declaração oficial após o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ter lançado seis mísseis balísticos do tipo terra-terra contra um grupo de terroristas na Síria, suspeitos de estarem por trás do ataque da parada militar em Ahvaz, informou Times of Israel.

"A tentativa do Irã de associar Israel ao ataque terrorista no sul do Irã é ridícula", disse o premiê.

Ele também reagiu a um vídeo postado por um repórter da BBC mostrando mísseis iranianos, supostamente os mesmos lançados na segunda-feira (1º), com as inscrições "Acabem com os EUA", "Acabem com Israel" e "Acabem com a casa de Saud".

​Slogan escrito nos mísseis lançados hoje pelo Irã segundo o canal de TV iraniano: "acabem com os EUA"; "acabem com Israel"; "acabem com a casa de Saud"

"O fato de 'morte a Israel' ter sido escrito no míssil lançado na Síria, prova tudo", comunicou Netanyahu.

Recentemente, durante uma sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro israelense acusou Teerã de esconder equipamentos e materiais nucleares em um armazém atômico secreto, disfarçado de uma fábrica.

Irã lança mísseis balísticos contra organizadores do atentado em Ahvaz (VÍDEOS)
Por sua vez, o Estado iraniano refutou as alegações, chamando-as de "cortina de fumaça" e indicou que a agência atômica da ONU confirmou em seu último relatório de agosto que o Irã cumpriu com as exigências acordadas em 2015.

Após o atentando terrorista de 22 de setembro em Ahvaz durante uma parada militar, o Irã respondeu com ataques de mísseis. De acordo com o Ministério da Inteligência do Irã, 22 indivíduos foram presos por suspeita de estarem envolvidos no ataque. O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, culpou os "regimes da região apoiados pelos EUA" pelo ataque.

Comentar