Exército 'decorativo': como Macedônia pode fortalecer OTAN

A Macedônia fará parte da OTAN e da União Europeia conforme decisão dos cidadãos do país em referendo nacional. O secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, expressou satisfação com os resultados do plebiscito e salientou que as portas do bloco militar estão abertas a todos.
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A Sputnik analisa os benefícios desse novo reforço da OTAN.

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Já faz 23 anos que a Macedônia coopera com a OTAN. As Forças Armadas macedônias são compostas apenas de oito mil militares e participam parcialmente das operações da OTAN. Em particular, unidades do exército macedônio e forças especiais realizaram missões de combate no Kosovo, Iraque e Afeganistão sob o comando direto de generais norte-americanos.

O orçamento militar da Macedônia é comparável ao do Paraguai ou da vizinha Albânia – US$ 156 milhões (R$ 626,8 milhões). O país possui Forças Terrestres e Força Aérea e, por não ter acesso ao mar, não dispõe de Marinha. Os lagos Prespa e de Ocrida são patrulhados por pequenos grupos de lanchas.

A estrutura das Forças Armadas da Macedônia inclui três brigadas – infantaria, aviação e logística, incluindo uma unidade especial denominada Lobos e o batalhão de reconhecimento Ranger. O poder de ataque das forças terrestres é de 31 tanques T-72. A maior parte do equipamento de combate é soviético ou fabricado na Rússia: veículos de combate BMP-2, blindados de transporte de tropas MT-LB, veículos blindados de transporte de pessoal BTR-70 e BTR-80. Há também veículos blindados alemães TM-170 Hermelin, dez veículos blindados gregos ELBO Leonidas-2 e três dúzias de veículos de transporte de pessoal norte-americanos M113. 

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A artilharia está dotada de lança-foguetes russos Grad e canhões M-30, assim como de canhões norte-americanos M2A1. A Força Aérea da Macedônia possui exclusivamente helicópteros — não há aviação tática ou estratégica. Os veículos aéreos de ataque e transporte de pessoal se resumem a seis helicópteros Mi-24 comprados à Ucrânia e modernizados pela empresa israelense Elbit, seis Mi-17 e vários norte-americanos Bell UH-1.

Frente unida

As Forças Armadas da Macedônia são pouco numerosas, com falta de vários tipos de equipamentos e mal adaptadas para projeção a longa distância. No entanto, Jens Stoltenberg, não escondeu a sua alegria quando soube dos resultados do referendo.

O especialista em ciências políticas Aleksei Mukhin comenta a adesão do país à Aliança Atlântica. 

"A OTAN precisa da Macedônia para a Aliança se sentir dinamicamente em desenvolvimento […] A Macedônia está sendo empurrada para que a presença militar norte-americana e britânica aumente na Europa. Infelizmente, cada país passa por isso. A OTAN assume o controle da Europa nos interesses dos EUA. Não há dúvida de que esses processos continuarão em outros países. A Ucrânia poderá ser a próxima", disse.

Evidentemente que a Macedônia é atrativa não apenas para os militares, mas também para o negócio de armas. O parque de equipamento e armamento, que consiste principalmente de fabricação soviética e russa, será substituído por armas ocidentais. De qualquer forma, em parte isso já foi feito: os militares macedônios usam fuzis M4 e metralhadoras M240 dos EUA, submetralhadoras alemãs MP5 e pistolas semiautomáticas tchecas CZ 75. A substituição de todo o parque será muito mais caro. Por enquanto, não está claro se o país terá recursos necessários para esse equipamento militar.

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