Fósseis descobertos na Rússia pertenciam ao animal mais antigo do planeta

Por mais de 75 anos, os cientistas não conseguiam chegar a acordo se os fósseis identificados como "Dickinsonia" pertenciam a um animal ou a uma planta.
Sputnik

Esses organismos viveram há 500 milhões de anos, eram ovais e achatados, com uma espécie de dorsal central. Alguns tinham várias dezenas de centímetros de comprimento e viviam no fundo dos oceanos, sem boca, intestinos ou ânus.

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Milhares destes fósseis foram encontrados nas últimas sete décadas, mas sua pertença ou não ao reino animal levou a um aceso debate científico durante anos, tornando-se o Santo Graal da paleontologia.

Depois de extrair um desses fósseis de um penhasco perto do mar Branco, na Rússia, e analisar seu conteúdo, os pesquisadores descobriram moléculas de colesterol, um tipo de gordura. Assim, a descoberta confirmou que os fósseis pertencem ao animal mais antigo conhecido na Terra, de acordo com a revista Science.

O Dickinsonia era um organismo oval de tamanhos diferentes, mas que podia crescer até 1,4 metros de comprimento, com segmentos que pareciam costelas.

Essa criatura habitou a Terra aproximadamente 20 milhões de anos antes da era que, segundo os cientistas, marcou o surgimento dos principais grupos de animais, conhecida como Explosão Cambriana.

Entretanto, os especialistas indicam que a descoberta também prova a ideia de que os animais são muito mais antigos, visto que a Dickinsonia pode ser um ancestral dos vermes e insetos.

A maioria de fósseis conhecidos foi encontrada na Austrália, mas só os extraídos na Rússia estavam em perfeito estado de conservação.

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