Tradição ou massacre? Caça às baleias na Dinamarca cobre águas de sangue (IMAGENS FORTES)

A tradicional matança de baleias foi realizada mais uma vez nas ilhas Faroé, na Dinamarca, levantando sérios questionamentos, uma vez que estas práticas são do conhecimento de organizações ambientais.
Sputnik

Os habitantes das ilhas Faroé, localizados no Atlântico Norte, realizam todo verão a chamada Grindadrap (caça a baleias), onde centenas de baleias-piloto e golfinhos são direcionados às praias para serem esfaqueados e arpoados.

Após este extermínio, onde adultos e crianças participam, as águas da baía de Sandavágur, na ilha de Vágar, ficam completamente tingidas de vermelho.

​O cruel abate de baleias das Ilhas Faroé transforma o mar em cor vermelha, enquanto os pescadores forçam centenas de baleias à costa para abatê-las

O objetivo deste evento centenário é distribuir carne e gordura dessas espécies entre os habitantes. No entanto, devido à contaminação das águas, os especialistas consideram que sua carne não deve ser consumida.

Como isso acontece?

Os grupos de baleias e golfinhos nadam perto da costa em sua temporada de migração. Os pescadores aproveitam-se disso, cercando-os e conduzindo-os às águas pouco profundas da baía.

Assim que presos, a aniquilação se inicia, na qual participam até crianças de cinco anos. Testemunhas contaram cenas cruéis desses mamíferos decapitados que se contorcem de dor entre as águas manchadas de sangue.

​Lamentamos as imagens, mas você precisa saber o que acontece nas ilhas Faroé por causa de uma tradição absurda — Grindadrap — que mata milhares de baleias-piloto todos os anos. Pare esta vergonha, pare a Grind!

Ambientalistas fazem alerta

A organização da Sea Shepherd, que lida com a proteção da fauna marinha, tem tentado interromper essa prática nas Ilhas Faroé com a abertura de vários processos legais que não tiveram resultados. Da mesma forma, outros grupos ambientalistas divulgaram as imagens do abate para alertar sobre sua prática.

O portal Velvet Pets informou que vários ativistas da ONG foram presos no início de agosto pelas autoridades locais porque protestaram contra a morte de 150 animais aquáticos.

​Todos os anos, durante mais de mil anos, centenas de baleias-piloto foram encurraladas, esfaqueadas e abatidas à mão nas praias das ilhas Faroé. Milhares de baleias são direcionadas para as praias, onde os aldeões vão às água para matá-las com lanças

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