Chanceler do Irã critica 'comentários vergonhosos' de Trump ao sancionar a Turquia

O principal diplomata iraniano respondeu à decisão já em vigor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de dobrar as tarifas de aço e alumínio importados da Turquia.
Sputnik

Em um dos últimos posts em sua página no Twitter, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, criticou o "júbilo de Washington em infligir dificuldades econômicas" à Turquia como "vergonhoso".

Ele twittou que "os EUA precisam reabilitar seu vício de sanções e intimidação ou o mundo inteiro se unirá — além das condenações verbais — para forçá-los [a fazer isso]".

Em um aparente aceno para a Turquia, Zarif também prometeu que o Irã apoiará o país vizinho em face das sanções dos EUA.

Os comentários foram feitos logo após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar no Twitter que autorizou a duplicação das tarifas sobre as importações de aço e alumínio da Turquia, culpando "o dólar forte" e a queda da lira turca.

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia, por sua vez, se comprometeu a retaliar as medidas restritivas dos EUA, ressaltando que Washington não obterá resultados ao impor sanções à Turquia.

"É impossível correlacionar a decisão do presidente Trump de impor impostos adicionais sobre o aço e o alumínio às regras da Organização Mundial do Comércio. Os EUA devem saber que não conseguirão obter nenhum resultado com tais sanções e pressões. Eles só causarão danos às nossas relações, que resistiram a sérias dificuldades. Como antes, todas as medidas tomadas contra a Turquia receberão a resposta necessária", ressaltou o ministério.

Será que Turquia e EUA estão caminhando rumo à ruptura das relações?
O Ministério do Comércio da Turquia, por sua vez, ressaltou que as tarifas extras dos EUA estão fora de sincronia com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A taxa de câmbio da lira turca despencou mais de 16% em relação ao dólar dos EUA e atingiu o nível mais baixo desde o anúncio de Washington.

No início de agosto, os Estados Unidos anunciaram que sancionariam o ministro da Justiça da Turquia, Abdulhamit Gul, e o ministro do Interior pela liderança na prisão do pastor americano Andrew Brunson, além de abusos contra os direitos humanos.

Brunson foi colocado atrás das grades há cerca de dois anos por supostos laços com o movimento fundado pelo clérigo Fethullah Gülen, acusado de orquestrar o golpe militar fracassado de 2016 na Turquia. O pastor foi libertado recentemente de uma prisão turca e colocado em prisão domiciliar.

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