EUA posicionarão elementos de defesa antimíssil no espaço?

O Pentágono e o Congresso dos EUA estão discutindo planos para posicionamento de elementos da defesa antimíssil no espaço, informa a edição Defense News com referência ao chefe da Agência da Defesa Antimíssil, Samuel Greaves.
Sputnik

Conforme os seus dados, o tema tem sido discutido "ativamente durante o último ano". Trata-se do posicionamento no espaço de sensores especiais. O plano aproximado foi apresentado por Greaves no simpósio de defesa espacial e antimíssil.

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"O posicionamento de sensores no espaço está sendo seriamente discutido e apoiado, porque nós somos obrigados a fazer isso", declarou Greaves.

Foi comunicado que a base para tal programa pode se tornar o sistema de aviso já existente sobre atividade no espaço. Os elementos espaciais da defesa antimíssil, provavelmente, vão monitorar os mísseis desde seu lançamento e vão transmitir a informação sobre intercepção do alvo.

Em julho, a Câmara dos Representantes do Congresso dos EUA votou a versão do orçamento de defesa. Conforme o documento, a elaboração e aplicação de uma "arquitetura espacial de sensores estável" devem ser terminadas até 31 de dezembro de 2022. Os prazos de posicionamento no espaço dos interceptores não são determinados, mas, para alguns especialistas, pode se tratar da próxima década.

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Atualmente, nenhum país tem armas no espaço, embora, conforme os acordos internacionais, a proibição de posicionamento se refira apenas a armas de destruição maciça.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia se pronunciou contra a instalação de elementos da defesa antimíssil norte-americana no espaço. A chancelaria assinalou que "as ações dos legisladores americanos não favorecem nada um diálogo construtivo quanto à estabilidade estratégica".

Sergei Lavrov, ministro do Exterior da Rússia, expressou a certeza de que os EUA tencionam deixar a esfera do posicionamento de armas no espaço sem regulamentação internacional. "Os países em desenvolvimento estão prontos para discutir, a Europa está disposta, só os EUA se têm expressado contra tal proposta", disse.

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