Imprensa: presidente do Equador diz que Julian Assange deve deixar a embaixada de Londres

O Equador falou com o governo britânico sobre a situação em torno do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que atualmente reside na embaixada do país latino-americano em Londres, disse nesta sexta-feira (27) o presidente equatoriano Lenin Moreno, informa a Reuters.
Sputnik

Durante um discurso em Madri, Moreno afirmou que Assange terá que finalmente deixar a embaixada onde ele mora desde 2012, relata a agência.

"Isso é até mesmo uma violação aos direitos humanos, quando uma pessoa permanece isolada por muito tempo", disse Moreno durante briefing em Madri.

As especulações sobre o destino de Assange começaram depois que o jornal The Sunday Times reportou sobre a discussão de altos funcionários do Equador e do Reino Unido de retirar Assange da embaixada após revogar seu asilo. Uma fonte próxima ao fundador de WikiLeaks também contou à Reuters que a situação estava chegando ao fim.

Há alguns meses a imprensa tem especulado que Equador estava se preparando para revogar asilo ao denunciante mais procurado do mundo, depois que a então chanceler equatoriana María Fernanda Espinosa ter dito que seu governo e o Reino Unido tinham "a intenção e o interesse na resolução da situação".

'Refúgio não é para sempre': Chanceler equatoriano indica fim de asilo a Julian Assange
Em junho, o novo ministro das Relações Exteriores do Equador, José Valencia, sugeriu que o refúgio de Assange não pode durar para sempre, acrescentando que o país tentou resolver o problema.

O fundador do portal denunciador mora na embaixada do Equador em Londres desde 2012 para escapar de uma possível extradição para a Suécia, onde foi acusado de estupro e agressão sexual.

A promotoria sueca abandonou o caso em maio do ano passado, mas o fundador do WikiLeaks segue na embaixada por temer ser preso ao deixar o local e ser extraditado para os Estados Unidos, onde enfrentará acusações de espionagem por vazamento de milhares de documentos secretos sobre operações militares americanas, incluindo no Iraque e no Afeganistão.

Segundo The Guardian, o Equador gastou cerca de 5 milhões de dólares com uma operação de inteligência clandestina para recrutar agentes secretos para vigiarem visitantes de Assange. A operação teria sido aprovada pelo ex-presidente equatoriano Rafael Correa e pelo ex-chanceler Ricardo Patino.

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