Mercado global de carvão em perigo: que papel desempenha a China?

As autoridades chinesas aprovaram um amplo programa a fim de reduzir o consumo de carvão no país, que atualmente é o maior consumidor e produtor de combustíveis fósseis.
Sputnik

Segundo o programa, o consumo de carvão deve diminuir em 10% em 82 cidades da China em relação aos níveis que foram registrados em 2016. Além disso, Pequim planeja usar gás em vez de carvão no setor de energia e em suas infraestruturas, tanto de serviços como de habitação. Vale destacar que atualmente a China é o segundo maior consumidor de gás no mundo.

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O diretor do Centro de Previsões Econômicas do banco russo Gazprombank, Airat Khalikov, assegurou, citado pelo jornal russo Vedomosti, que esta decisão contribuirá sem dúvida para que os preços globais do carvão diminuam entre 2020 e 2021.

Durante os primeiros seis meses deste ano, o preço médio do carvão constituiu 103 dólares (cerca de 387 reais) por tonelada. Segundo o diário Vedomosti, a redução do consumo de carvão na China fará diminuir os preços atuais para 52 dólares (195 reais) por tonelada.

No ano passado, o país asiático importou mais de 188 milhões de toneladas de carvão betuminoso e outros derivados deste mineral. Este volume equivale a um aumento de 2,7% em relação a 2016. A Austrália exportou 79,91 milhões de toneladas de carvão para a China, se convertendo no maior fornecedor. Por sua vez, a Indonésia e a Rússia exportaram 35,28 e 25,31 milhões de toneladas respetivamente.

O preço médio do carvão australiano foi de 124 dólares (466 reais) por tonelada, o da Indonésia alcançou 70 dólares (263 reais por tonelada), enquanto a Rússia o vendeu à China por 88 dólares (331 reais) por tonelada.

Informa-se que a decisão da China de reduzir o consumo do carvão corresponde às preocupações ambientais e à diminuição da indústria de carvão no país.

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