Inteligência dos EUA: Pyongyang não pretende desistir do arsenal nuclear

Os serviços secretos dos EUA consideram que a Coreia do Norte não pretende desistir por completo do seu arsenal nuclear e que procura a maneira de esconder algumas de suas armas, relata o jornal The Washington Post.
Sputnik

As fontes mencionadas pelo jornal afirmam, citando dados obtidos depois da cúpula de Singapura, que é pouco provável que Pyongyang realmente queira uma desnuclearização total.

A Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos (DIA) chegou à conclusão que os funcionários norte-coreanos procuram um meio de esconder o número de ogivas e mísseis, assim como o número e tipo de reatores nucleares que funcionam no país.

Imprensa: Coreia do Norte continua desenvolvendo projeto nuclear em instalações secretas
Antes, a emissora NBC informou citando os serviços de inteligência norte-americanos que as autoridades da Coreia do Norte continuam utilizando umas instalações secretas para produzir combustível para mísseis com capacidades nucleares.

Porém, o especialista russo em assuntos da Coreia e Extremo Oriente, Konstantin Asmolov, comentando as informações da mídia estadunidense, duvidou da veracidade das fontes citadas.

"As notícias apareceram na mídia americana que possui uma posição ‘anti-Trump'. Claro que ela precisa de qualquer informação que diga que Trump […] teria sido enganado", opinou.

O analista sublinhou também que Kim Jong-un não deu uma promessa de parar a produção de plutônio militar, pois a declaração assinada depois da cúpula não contém esse ponto.

Segundo Asmolov, Pyongyang está cumprindo seus compromissos que foram anunciados depois da reunião em Singapura, enquanto os opositores de Trump tentarão usar este assunto para criar rumores, mesmo que as informações não sejam verdadeiras.

EUA esperam que Coreia do Norte devolva restos mortais de norte-americanos em breve
Em 24 de maio, a Coreia do Norte desmantelou o polígono de Punggye-ri, onde foram realizados seis testes nucleares subterrâneos entre 2006 e 2007, detonou quatro túneis debaixo do monte Mantapsan e demoliu as infraestruturas de superfície.

Em 12 de junho, em Singapura decorreu a histórica cúpula entre o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo norte-coreano, Kim Jong-un.

A reunião resultou em assinatura de um documento conjunto em que as partes confirmaram a vontade de estabelecer novas relações bilaterais.

O líder norte-coreano reiterou seu compromisso com a desnuclearização total da península coreana, enquanto o presidente estadunidense prometeu garantias de segurança a Pyongyang.

Comentar