Irã: palavras não são suficientes para salvar acordo nuclear

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Sajjadpour, disse nesta quarta-feira (20) ao Parlamento Europeu que é preciso ir além de declarações para salvar o acordo sobre o programa nuclear iraniano.
Sputnik

"Sobre o Plano de Ação Integral Conjunto [PAIC], acho que é insuficiente pronunciar apenas palavras da Europa", disse o diplomata.

Sajjadpour chamou a saída dos EUA do acordo de ilegal, amoral e irresponsável, e advertiu que esta medida mostra a fraqueza de Washington.

Por outro lado, segundo o diplomata, os EUA pretendem "enfraquecer as instituições da UE, marginalizar e ignorar" seus membros, uma vez que a situação atual testa sua capacidade de cumprir as cláusulas do acordo na prática.

Crise sem fim: Irã descarta a possibilidade de conversar com Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em 8 de maio a saída dos EUA do Plano de Ação Integral Conjunto (PAIC), assinado em 2015 pelo Irã e seis mediadores internacionais (Rússia, EUA, Reino Unido, China, França e Alemanha), que estabelece limitações ao programa nuclear iraniano para excluir sua possível dimensão militar, em troca do levantamento das sanções internacionais.

O líder dos EUA, que também ordenou o restabelecimento de "sanções" contra o Irã, justificou a medida acusando Teerã de continuar a desenvolver armas nucleares, apesar do fato de que tanto a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) quanto os demais signatários do acordo, assegurar o contrário.

Os outros signatários do PAIC se opuseram à decisão dos EUA e reiteraram seu compromisso de cumprir o pacto nuclear.

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