Por que Su-35 russo pode ser pior pesadelo de Taiwan?

O caça russo Su-35 (Flanker-E, na classificação da OTAN) agora faz parte da Força Aérea do Exército Popular de Libertação (PLAAF, na sigla em inglês), segundo comunica o Ministério da Defesa da China, citado pela revista The National Interest.
Sputnik

Este avião avançado russo de quarta geração reforçou muito o PLAAF e poderia ser usado para fortalecer as posições de Pequim no mar do Sul da China. "O Su-35 é um caça multifuncional capaz de combater no ar e efetuar ataques precisos a alvos terrestres e externos", declarou o coronel-sênior Wu Qian.

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O diretor-geral do Escritório de Informação do Ministério da Defesa Nacional da China, Wu Qian, detalhou que atualmente as tropas de aviação da Força Aérea chinesa são equipadas com caças Su-35.

Por isso, as forças chinesas, que operam no mar do Sul da China e nos estreitos de Taiwan e que contam com caças russos, ganham vantagens significativas. Conforme lembra Wu, no fim de abril, Pequim realizou manobras na região de Taiwan que é considerada província separatista pelas autoridades chinesas.

No entanto, Wu prometeu que a China vai tomar medidas caso Taiwan tente formalmente declarar independência. "Se as forças independentistas de Taiwan continuarem a agir deliberadamente, vamos aplicar mais ações", reforçou.

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Para o militar chinês, os Su-25 poderiam ajudar a China a reprimir Taiwan. O caça russo, possivelmente, é o avião mais eficaz do PLAAF, além do caça furtivo Chengdu J-20. Se o Su-25 for equipado com mísseis de longo alcance ar-ar, tais como o PL-15, poderia ser usado para atacar petroleiros de reabastecimento aéreos norte-americanos e outras aeronaves tais como E-3 AWACS que são cruciais para efetuar operações aéreas sobre o Pacífico.

Por sua vez, os mísseis PL-15 poderiam entrar em serviço no exército chinês já durante o ano de 2018.

Além do mais, um míssil ainda mais perigoso foi visto a bordo do avançado caça multifuncional J-16, derivado do Flanker, que em alguma medida pode ser comparado ao Su-35 em capacidade, mas, mesmo assim, supera a sua "cópia", lê-se no artigo da revista The National Interest.

Entretanto, Wu Qian, conclui que a introdução dos Su-35 vai aumentar significativamente as capacidades militares chinesas e agravar os problemas das forças estadunidenses em caso de guerra.

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