EUA acusam Rússia e Síria de fazer 'varredura' no local de suposto ataque químico

O Departamento de Estado dos EUA declarou nesta quinta-feira (19) que a Rússia e a Síria têm exercido uma "varredura" no local do suposto ataque químico na cidade de Douma e, por isso, não permitem o acesso de especialistas da OPAQ.
Sputnik

"Nós podemos confirmar que os especialistas da OPAQ até agora não conseguem ter acesso a Douma, na Síria. Hoje já são 12 dias do ataque a homens, mulheres, crianças, civis inocentes. Nós temos informações confiáveis de que as autoridades russas estão trabalhando com o regime sírio para recusar e adiar o acesso desses especialistas a Douma", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

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"Acreditamos que esta é uma tentativa de levar a cabo a sua investigação forjada. Nós achamos que as autoridades russas, juntamente com o regime sírio, trabalham para limpar o local do suposto ataque e eliminar evidências do uso de armas químicas", acrescentou.

De acordo com a porta-voz, algumas testemunhas foram pressiondas pelas autoridades da Síria e da Rússia para mudar seu testemunho sobre o que aconteceu.

Anteriormente, o Ocidente acusou Damasco de realizar um ataque químico na cidade síria da Douma. Moscou refutou as acusações militares sírios teriam usado substâncias químicas. 

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que o objetivo das acusações contra as tropas da Síria é proteger os terroristas e justificar possíveis ataques estrangeiros. 

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