Ex-presidente ucraniano desvenda por que não 'derrotou' exército russo na Crimeia

A Ucrânia não conseguiu preservar a Crimeia como parte do país em 2014 porque não tinha um exército poderoso, declarou Aleksandr Turchinov, presidente do Conselho de Segurança Nacional e Defesa e chefe de Estado interino do país em 2014.
Sputnik

"Com muito prazer teria derrotado o exército de Putin […], mas para isso era necessário ter um exército capaz de combater. Infelizmente, naquele momento não o tínhamos", disse Turchinov em entrevista à edição Gordon.

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Na opinião de Turchinov, decidindo não combater na Crimeia, Kiev evitou o derramamento de sangue e uma guerra de grande escala, pois, segundo ele, naquele momento, na fronteira ucraniana estaria deslocado um grupo de 200 mil soldados russos.

"Tenho a certeza que poderia ter havido um cenário muito diferente — trágico para o país, que resultaria não apenas em perda de soldados […], mas na invasão da Ucrânia central por tropas", acrescentou o ex-presidente, opinando que o país até poderia ter perdido a independência.

A península da Crimeia se reintegrou na Rússia após um referendo realizado em março de 2014. Na sequência da votação, 96,77% dos eleitores da República da Crimeia e 95,6% dos residentes da cidade de Sevastopol se manifestaram pela reunificação com a Rússia. O pleito teve lugar após o golpe de Estado na Ucrânia.

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