'Não pertence à Alemanha': ministro alemão ataca o islamismo e quer endurecer imigração

Recentemente nomeado, o ministro do Interior alemão Horst Seehofer disse que "o islamismo não pertence à Alemanha". Os comentários contradizem as observações anteriores de sua própria chanceler, Angela Merkel.
Sputnik

Seehofer foi jurado na quarta-feira, depois de longas negociações para formar um novo governo alemão, e fez as observações em uma entrevista com ao jornal Bild nesta sexta-feira.

Presidente da União Social Cristã (CSU) na Baviera, Seehofer também delineou uma série de novas e duras medidas para reduzir a imigração e facilitar a deportação da Alemanha de requerentes de asilo rejeitados.

Seehofer afirmou que implementaria um "plano-mestre para deportações mais rápidas" e procuraria classificar mais países como "seguros", portanto, tornando mais fácil deportar pessoas para seu país de origem.

"Minha mensagem é: os muçulmanos precisam viver conosco, não perto de nós ou contra nós", disse o ministro. "É claro que os muçulmanos que vivem aqui pertencem à Alemanha".

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Estima-se que 4,4 milhões a 4,7 milhões de muçulmanos vivam na Alemanha, muitos de origem turca. Mais de 1 milhão de migrantes do Oriente Médio chegaram ao país desde 2015, depois que a chanceler Merkel adotou uma política de portas abertas.

O recente aumento da popularidade do partido de direita Alternativa para Alemanha (AfD) tem sido associado à insatisfação alemã com a política migratória de Merkel, juntamente com os temores de um incidente terrorista em larga escala – o ataque com um caminhão no mercado de Natal de Berlim, que matou 12 pessoas em 2016, segue vivo na memória popular.

A questão migratória permitiu ganhos a partidos de direita e anti-imigrantes em vários países europeus durante o último ano, principalmente na Áustria, Dinamarca e França, onde o líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, perdeu uma corrida presidencial fechada contra o centrista Emmanuel Macron.

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