'Exército encantador' ou as mulheres corajosas que servem nas Forças Armadas da Rússia

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, parabenizou todas as mulheres, incluindo as militares, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Segundo o ministro, nas Forças Armadas da Rússia servem cerca de 44, 5 mil mulheres e mais de 1,3 mil estudam em instituições militares. A Sputnik recorda como se formou o "exército encantador" da Rússia.
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Alistamento voluntário

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O ministro russo detalhou que, das quase 44, 5 mil mulheres que possuem patentes militares, aproximadamente quatro mil são oficiais. Além disso, cerca de 315 mil mulheres trabalham no Ministério da Defesa como civis.

Segundo Shoigu, "todo o 'exército encantador' cumpre com sucesso suas tarefas": no ano passado, mais de 10 mil mulheres-militares receberam medalhas do Ministério da Defesa, inclusive pelos méritos durante a operação antiterrorista na Síria.

As mulheres russas servem no exército voluntariamente ou por contrato em mais de 150 profissões em todos os ramos das Forças Armadas. O serviço militar para mulheres na Rússia não é obrigatório, ao contrário de Israel, por exemplo.

História das mulheres no exército

As mulheres russas passaram a se poder alistar oficialmente no exército desde 1716, primeiramente na qualidade de voluntárias em hospitais militares. As primeiras oficiais apareceram no exército russo durante a Guerra pela Pátria de 1812. Em 1917, foi criado o chamado Batalhão da Morte, liderado por Maria Bochkareva, que foi a primeira mulher russa a comandar uma unidade militar.

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Durante a Grande Guerra pela Pátria (parte da Segunda Guerra Mundial, compreendida entre 22 de junho de 1941 e 9 de maio de 1945, e limitada às hostilidades entre a União Soviética e a Alemanha nazista e seus aliados), cerca de meio milhão de mulheres soviéticas ingressaram voluntariamente no exército e na marinha. Além delas, contra os nazistas combateram centenas de guerrilheiras, funcionárias de hospitais e de fábricas militares.

Naqueles anos, na URSS foram fundados a Escola Central de Franco-Atiradoras e uma unidade de artilharia ligeira de mulheres de reserva, entre outras.

Durante a guerra, 90 mulheres receberam a condecoração de Heroína da União Soviética, mas a maioria delas já postumamente. A primeira militar a ser condecorada com o título foi a famosa guerrilheira Zoya Kosmodemyanskaya.

No total, 95 mulheres receberam a insígnia de Heroína da União Soviética e, nos últimos anos, 16 foram condecoradas com esta distinção (Heroína da Federação Russa).

Heroínas modernas

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No momento, nas Forças Armadas da Rússia de fato não há mulheres que liderem unidades ou destacamentos militares. Porém, muitas jovens que estão estudando em universidades militares estão prestes a comandar navios de guerra e aviões, liderar o desembarque de tropas aerotransportadas e exercer outros cargos de grande responsabilidade.

Quanto às Forças Aerotransportadas da Rússia, vale mencionar Irina Kruglova, especialista principal do Departamento de Comunicações do Ministério da Defesa, cuja biografia está ligada a este tipo de forças. Ela salta de paraquedas, dispara de quase todos os tipos de armas de fogo e, caso haja necessidade, comanda os soldados em condições de combate.

Anteriormente, Irina até foi instrutora de franco-atiradores das Forças Aerotransportadas, onde hoje em dia servem cerca de 1,5 mil mulheres, 100 das quais são oficiais.

Mulheres na guerra síria

As mulheres que integram a Marinha russa trabalham muitas vezes como psicólogas, especialmente nas zonas de conflito.

Svetlana Kharitonova, chefe do Centro Psicológico da Frota do Mar Negro, visitou várias vezes a Síria em trabalho, elaborando, com base nessa experiência, métodos de tratamento nas condições de ações militares.

Neste país árabe serviram muitas militares russas. Entre elas, a enfermeira major das Forças Aerotransportadas Tatiana Solovieva, condecorada pelos seus méritos com a medalha de Suvorov.

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