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Doria quer ser governador para se lançar à Presidência do Brasil, diz ex-líder do PSDB

Ex-governador de São Paulo e ex-presidente do PSDB, Alberto Goldman voltou a atacar o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), ao chamá-lo de "João Predador" e afirmar que tudo o que o empresário menos quer é exercer o cargo para o qual foi eleito, em 2016.
Sputnik

"Sentou-se na cadeira de prefeito em 1º de janeiro de 2017, mas até hoje não assumiu o papel de prefeito […] A única coisa que não lhe agrada, que repele, é ser prefeito desta magnífica cidade. É pouco para o tamanho de seu ego", escreveu Goldman em seu site oficial.

Nesta semana, Doria conseguiu uma importante vitória interna no PSDB. O prefeito da capital paulista conseguiu que a proposta para a realização das prévias para o pleito estadual sejam realizadas nos dias 18 e 25 de março (caso exista a necessidade de segundo turno).

O evento no ninho tucano paulista foi marcado por muito bate-boca e troca de ofensas entre a militância pró-Doria e os demais postulantes ao posto de candidato do PSDB ao governo de São Paulo – José Aníbal, Floriano Pesaro e Luiz Felipe d’Ávila.

"[Doria] acaba de vencer uma disputa no diretório regional do partido, com os mesmos métodos que fazem parte da sua natureza, e vai disputar prévias da mesma maneira que elas lhe possibilitaram a legenda de candidato a prefeito", criticou Goldman, em referência ao conturbado processo que chegou a ser alvo do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Em entrevista à rádio Bandeirantes, Doria chamou Aníbal de "derrotado sistemático dentro do PSDB". Não é a primeira vez que o prefeito de São Paulo ataca um velho cacique tucano. O próprio Goldman foi alvo dele no ano passado, também tendo sido chamado de "perdedor".

Na opinião de Goldman, Doria deverá renunciar ao seu mandato até o próximo dia 7 de abril, para se descompatibilizar e sair candidato ao governo de São Paulo, e com planos futuros muito claros.

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"E não tenham dúvidas: se vencer a disputa eleitoral de governador será, no dia seguinte, candidato a presidente.  Assim como não quis ser prefeito, foi apenas um degrau para ser transposto no menor tempo possível, assim será se for governador", concluiu o tucano.

Ao longo de 2017, Doria fez viagens pelo Brasil em uma campanha informal à Presidência da República. Contudo, as críticas dentro e fora do PSDB – um aliado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Campos Machado (PTB), chegou a chamar Dória de "traidor" – fizeram o projeto presidencial de Doria perder força devido ao desgaste político causado.

Ao longo do seu primeiro ano como prefeito de São Paulo, Doria colecionou trocas de farpas com tucanos históricos, incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e com o próprio Alckmin, que ainda não referendou oficialmente o pleito do prefeito ao Palácio dos Bandeirantes.

Doria chegou a ser sondado por outros partidos, como o DEM e o MDB, sobre uma possível candidatura presidencial em 2018, mas a tendência é que o projeto político espere até pelo menos 2022.

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