Moscou: resolução da ONU sobre Síria não tem nada a ver com direitos humanos

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas adotou o projeto de resolução que condena grandes violações dos direitos humanos na Síria, bem como os ataques contra civis e o suposto "uso de armas químicas em Ghouta Oriental". As alterações propostas pela Rússia que estipulam a condenação de todos os atos terroristas foram rejeitadas.
Sputnik

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou nesta segunda-feira (5) que a resolução aprovada é irrelevante em relação às preocupações reais com violações de direitos humanos em Ghouta Oriental e não aborda a questão da entrega de ajuda humanitária aos civis.

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"Os representantes dos Estados Unidos e do Reino Unido reconheceram sua própria falta de vontade de cumprir os requisitos da resolução 2401 do Conselho de Segurança da ONU e, de fato, confirmaram seu apoio aos terroristas em Ghouta Oriental, muitos dos quais estão associados à Al-Qaeda", diz a declaração da diplomacia russa.

A Rússia procurou adicionar cláusulas ao projeto de resolução da ONU prevendo que os países condenassem todos os atos terroristas na Síria, inclusive os de Ghouta oriental, além de concordar em não prestar apoio aos terroristas, além de incluir no documento um parágrafo sobre os crimes de militantes contra civis e as entregas de ajuda humanitária na região. 

O Conselho da Segurança da ONU aprovou em 24 de fevereiro uma resolução que prevê um cessar-fogo de 30 dias em todo o território da Síria. No entanto, os ataques por parte de radicais continuam afetando a Síria. 

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