Lavrov: Rússia tem evidências de que Ocidente poupa Frente al-Nusra para substituir Assad

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta segunda-feira que Moscou possui evidências de que os países ocidentais estariam interessados em manter as atividades dos terroristas da Frente al-Nusra para que eles derrubem o atual governo da Síria, do presidente Bashar Assad.
Sputnik

EUA acusam Síria, Rússia e Irã de ignorarem resolução das Nações Unidas
"Nós temos evidências crescentes de que nossos parceiros ocidentais, os Estados Unidos acima de todos, gostariam de salvar essa Jabhat al-Nusra, que vive mudando de nome mas permanece sendo a mesma organização, e mantê-la para um plano B, que está ficando cada vez mais óbvio: tentar derrubar o governo em Damasco", afirmou o chanceler russo durante coletiva de imprensa em visita à Namíbia. 

De acordo com o ministro, ao contrário do que afirmou Washington, a Rússia segue cumprindo com a resolução 2401 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabelece um cessar-fogo na Síria, excluindo, no entanto, as missões contra grupos extremistas. No último domingo, a Casa Branca acusou os governos de Síria, Rússia e Irã de não respeitarem a resolução 2401, por continuarem realizando operações militares durante o período de trégua.

"Cumprimos plenamente, 100%, a resolução 2401 aprovada pelo Conselho de Segurança", disse Lavrov. "Esses passos das autoridades sírias, apoiadas por nós, são dirigidos a reprimir a Frente al-Nusra, que é uma organização terrorista e que, conforme a resolução tomada no Conselho de Segurança, não figura na proposta de suspensão dos combates", acrescentou, explicando que é o Ocidente que ignora a resolução ao pedir que o governo sírio interrompa unilateralmente suas ações. 

Moscou: resolução da ONU sobre Síria não tem nada a ver com direitos humanos

"É absolutamente legítimo prosseguir a luta consistente e irreconciliável contra os terroristas enquanto a Resolução 2401 do Conselho de Segurança da ONU estiver em vigor."

Ainda segundo o chanceler, ao que tudo indica, há atores políticos hoje muito interessados em uma possível desintegração do território sírio. 

"[Há] cada vez mais informações, que recebemos de várias fontes, [sugerindo] que um grupo estreito e não inclusivo sobre problemas sírios, formado pelos norte-americanos, está planejando o colapso do Estado sírio", declarou.

Comentar