Tensão: general libanês diz que seu exército está pronto para guerra com Israel

O comandante-chefe e general do exército libanês, Joseph Aoun, declarou que as forças que estão sob seu comando não serão pegas de surpresa e estão prontas para enfrentar Israel.
Sputnik

"O exército na fronteira meridional está pronto para repelir qualquer agressão militar de Israel ou qualquer tentativa de ingerência nas suas fronteiras terrestres ou marítimas", disse Aoun na quinta-feira (1).

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Segundo ele, o exército vai defender os direitos do Líbano usando todos seus meios e capacidades disponíveis apesar das provocações e ameaças do inimigo.

As relações entre o Líbano e Israel nunca foram boas, mas a tensão se agravou no âmbito da guerra na Síria. Um dos maiores papeis no conflito desempenha o movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, o inimigo principal de Israel.

O Hezbollah é um grupo paramilitar, mas sua ala política também é uma parte crucial da Aliança 8 de Março que governa o Líbano e é uma coalizão sobretudo de partidos conservadores e nacionalistas. O Hezbollah tem 11 dos 128 lugares no parlamento libanês. O partido do presidente Michel Aoun, Movimento Patriótico Livre, também faz parte da Aliança 8 de Março.

A presença do Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano é um ponto de fricção nas relações bilaterais com Israel, inflamadas ainda mais pela assistência do Hezbollah na luta contra o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) na Síria. Em dezembro de 2017, o ministro da Inteligência de Israel, Yisrael Katz, ameaçou devolver o Líbano à "Idade da Pedra" se Beirute permitir ao Hezbollah construir plataformas para mísseis iranianos no seu território.

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Israel começou a construir um muro na fronteira com o Líbano, mas Beirute se queixou de que algumas partes do muro atravessam seu território. Em 27 de fevereiro, o presidente do Líbano disse ao jornal libanês The Daily Star que o muro é "mais um ataque contra a soberania libanesa".

Além disso, os dois países disputam as reservas de gás natural descobertas no mar Mediterrâneo em 2011, porque a zona em questão é disputada pelos dois países. Israel continua a perfuração na região, o Líbano, por sua vez, declara que está preparando-se para fazer o mesmo.

O conflito entre Tel Aviv e Beirute remonta a 1982, em meio à guerra civil libanesa.

Israel invadiu o sul do Líbano para destruir as bases da Organização de Libertação da Palestina (OLP), aproveitando-se do caos no país para expulsar a OLP. A Organização de Libertação da Palestina foi expulsa do Líbano, mas as boas relações entre Tel Aviv e Beirute não foram reestabelecidas até hoje. Em breve, dos restos da OLP foi criado o Hezbollah.

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Em 2006 o Israel invadiu o Líbano mais uma vez para retaliar por um ataque do Hezbollah. O conflito tirou a vida de mais de 1.500 pessoas, a maioria delas eram civis libaneses.

O exército libanês permaneceu fora do conflito, embora a resistência do Hezbollah tenha forçado as Forças de Defesa de Israel a se retirarem. Ambas as partes violaram repetidamente o cessar-fogo negociado pela ONU durante o conflito: os aviões israelenses têm violado o espaço aéreo libanês, enquanto o Hezbollah se recusou a desarmar.

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