EUA: Rick Gates se declara culpado em caso de interferência russa

Um ex-conselheiro da campanha presidencial de Donald Trump declarou-se culpado nesta sexta-feira (23) por fraudar e mentir nas investigações sobre a suposta interferência russa nas eleições de 2016.
Sputnik

O consultor de política Rick Gates trabalhou como vice-líder da campanha de Trump. O acordo judicial assinado por ele pode ser um avanço significativo nas investigações.

Com o acordo, ele passará a ser uma testemunha de acusação na investigação liderada por Robert Mueller. A expectativa é que mais acusações caiam sobre o líder da campanha, Paul Manafort, por meio de informações oferecidas por Rick Gates. Com isso, ele conseguiria diminuir sua pena, atualmente cerca de 6 anos de prisão.

Kremlin: não há provas de interferência russa nos assuntos internos dos EUA
O acordo veio devido a uma onde de acusações feitas pelo chefe das investigações, Robert Mueller, que também já foi chefe do FBI entre 2001 e 2013. As acusações incluíam lavagem de dinheiro e fraude bancária

Rick Gates foi a Washington junto com seu advogado na tarde desta sexta-feira (23) mudando suas alegações e assumindo culpa e participação em uma conspiração financeira ao lado de Paul Manafort.

Na semana passada, a investigação de Mueller indiciou 13 cidadãos russos além de 3 empresas por envolvimento na suposta interferência russa durante as eleições presidenciais de 2016.

'Insignificante': Assange fala sobre suposta interferência russa nos EUA
As acusações foram rebatidas pelo próprio presidente Donald Trump no Twitter, que mais tarde jogou panos quentes na situação dizendo que nunca havia dito que a Rússia não havia interferido na eleição.

Outra figura pública que se manifestou foi o fundador do Wikileaks, Julian Assange, que afirmou que as acusações sobre empresas de tecnologia não faziam sentido devido à própria natureza dessas empresas e suas ações. Para ele, qualquer ação desses grupos poderia ser considerada "insignificante".

Na segunda-feira (19), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também afirmou que as investigações não apresentara provas de das acusações, reafirmando que a Rússia não interferiu nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

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