Moscou: ameaças americanas de novas sanções visam escalar tensão antes das eleições russas

O Departamento de Estado dos EUA afirmou não descartar a introdução de sanções contra 13 cidadãos russos acusados na semana passada de supostamente interferir nas eleições norte-americanas.
Sputnik

O vice-chanceler russo Sergei Ryabkov declarou que as ameaças norte-americanas de introduzir sanções contra Moscou visam escalar as tensões antes das eleições russas, que decorrerão em março de 2018. 

"Paradoxalmente, os norte-americanos empreendem passos para se imiscuir em nossos assuntos internos, intensificando as tensões nas relações bilaterais antes das eleições presidenciais, mas continuam nos acusando infundadamente, sem provas, de interferirmos em seu processo eleitoral", afirmou Ryabkov comentando a preparação de novas sanções dos EUA contra a Rússia.

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"Todos os dias ouvimos ameaças e […] tentativas de acusar a Rússia e cidadãos russos de qualquer tipo da atividade que não agrada os norte-americanos. É evidente que tais ações acabam afetando as relações bilaterais de forma negativa" acrescentou.

"Moscou não descarta responder às sanções contra os cidadãos russos mencionados na 'Lista de Mueller' [relatório que contém alegadas provas da interferência dos 13 cidadãos russos nas eleições presidenciais dos EUA]". 

Na sexta-feira (16), o Departamento de Justiça dos EUA apresentou documentos relativos à acusação de 13 cidadãos russos e três entidades de interferirem nas eleições presidenciais estadunidenses de 2016. O relatório de 27 páginas, elaborado pelo advogado norte-americano Robert Mueller, acusou os cidadãos russos de usarem perfis falsos para influenciarem o resultado das eleições a favor do presidente Donald Trump.

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O Kremlin comentou essas acusações, afirmando "não haver evidências substantivas de que alguém tenha interferido nos assuntos internos dos [EUA]".

Altos funcionários russos têm desmentido repetidamente as acusações por parte dos EUA, qualificando estas como infundadas e destinadas a desviar a atenção pública dos problemas atuais. 

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