Erdogan: forças turcas pretendem cercar cidade síria de Afrin

As tropas turcas pretendem cercar a cidade de Afrin para acelerar a operação militar, afirmou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan discursando perante o partido no poder.
Sputnik

Entrada de tropas sírias em Afrin causará uma catástrofe, diz vice-ministro turco
A Turquia está realizando desde 20 de janeiro a operação Ramo de Oliveira na região síria de Afrin, tendo como alvo as Unidades de Proteção Popular (YPG) curdas, supostamente ligadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado organização terrorista pela Turquia.

Segundo disse o líder turco, até o momento, a operação na Síria tem se desenvolvido a ritmos bastante lentos devido ao cuidado com que as forças turcas agem em uma zona onde vivem civis.

"As forças turcas vão cercar o centro de Afrin nos próximos dias. Assim, vamos cortar qualquer ajuda externa. Vamos mostrar àqueles que querem criar um corredor terrorista na fronteira sul da Turquia que isso não é uma tarefa fácil", declarou Erdogan durante um encontro com deputados do Partido da Justiça e Desenvolvimento.

"Os que estiverem interessados em conhecer a 'bofetada otomana', venham para Afrin", acrescentou Erdogan.

'Declarações sobre presença do exército sírio em Afrin são propaganda'
Antes do discurso de Erdogan, o seu porta-voz, Ibrahim Kalin, disse que as declarações sobre a entrada de tropas pró-governamentais sírias em Afrin são "propaganda negra", mas que não pode ser descartada uma "negociação secreta" entre os curdos e Damasco sobre o assunto.

Na segunda-feira (19), um alto funcionário curdo disse que as forças dos curdos sírios e o governo de Damasco tinham chegado a acordo de enviar tropas governamentais sírias para a região de Afrin a fim de conter a operação turca. No entanto, a informação foi descartada pelo representante das YPG em Afrin, Brusk Haseke, que a qualificou de falsa em entrevista à Sputnik, afirmando que as forças governamentais sírias não entrariam em Afrin.

De acordo com os últimos dados fornecidos pelas Forças Armadas da Turquia, desde o início da operação Ramo de Oliveira, as tropas turcas mataram e capturaram 1.715 militantes das YPG, do PYD (Partido da União Democrática) e do Daesh.

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