Justiça dos EUA acusa cidadãos e empresas russas por suposta interferência nas eleições

Os Estados Unidos apresentaram acusações contra 13 indivíduos russos e 3 entidades por infringir a lei com a intenção de interferir na eleição presidencial de 2016, informou o Departamento de Justiça em um comunicado nesta sexta-feira (16).
Sputnik

"Um grande júri federal no Distrito de Columbia retornou uma acusação em 16 de fevereiro de 2018 contra 13 cidadãos russos e três entidades russas acusadas de violar as leis criminais dos EUA, a fim de interferir nas eleições e nos processos políticos dos EUA", afirma o comunicado.

O Escritório de advogado especial, Robert Mueller, emitiu uma acusação contra a Internet Research Agency LLC, afirmando que a organização russa se comprometeu em operações para interferir nas eleições de 2016, juntamente com a Concord Management Consulting e a Concord Catering.

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Os indivíduos acusados são Yevgeniy Prigozhin, Mikhail Bystrov, Mikhail Burchik (também conhecido como Mikhail Abramov), Aleksandra Krylova, Anna Bogacheva, Sergey Polozov, Maria Bovda (também conhecido como Maria Belyaeva), Robert Bovda, Dzheykhun Aslanov (também conhecido como Jayhoon Aslanov, Jay Aslanov), Vadim Podkopaev, Gleb Vasilchenko, Irina Kaverzina e Vladimir Venkov.

Os réus intencionalmente conspiraram uns com os outros para defraudar os Estados Unidos, minando o processo democrático no país, acrescentou o documento judicial. Os cidadãos russos se comprometeram em organizar comícios e pagaram norte-americanos para participarem de atividades políticas e promoverem campanhas.

Ainda segundo o departamento, os réus pretendiam distorcer as eleições de 2016 promovendo o candidato republicano Donald Trump em detrimento de sua oponente democrata, Hillary Clinton.

"Eles se envolveram em operações destinadas principalmente a comunicar informações depreciativas sobre Hillary Clinton, para depreciar outros candidatos como Ted Cruz e Marco Rubio, e apoiar Bernie Sanders e o então candidato Donald Trump", observou o documento.

A operação teve um orçamento mensal de mais de US$ 1,25 milhões para sua campanha de influência, como a compra de propaganda política nas redes sociais e o envio de cidadãos russos para os Estados Unidos para obter informações, de acordo com a apresentação do tribunal.

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O líder da minoria da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse em uma declaração após a decisão de que as acusações "deixam absolutamente claro" que os russos realizaram um esforço estratégico para influenciar as eleições presidenciais de 2016 para apoiar Donald Trump e continuam a fazê-lo em outras eleições.

Os Estados Unidos acusaram repetidamente a Rússia de interferir nas eleições presidenciais de 2016 e a equipe de Mueller está investigando alegações de conluio entre a Rússia e a campanha de Donald Trump.

O presidente Donalda Trump refutou, nesta sexta-feira (16), as novas acusações e afirmando que os dados apresentados deixam claro que o tempo da suposta interferência não condiz com o de sua campanha.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, chamou as alegações de infundadas, enquanto o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, sublinhou que nenhuma evidência foi produzida para fundamentar tais alegações.

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