'Testamento': novo sistema russo não dará quartel a blindados inimigos

O novo sistema automatizado com elementos de inteligência artificial Zavet (testamento, em russo), entrará em serviço do Exército da Rússia em 2018, informou o jornal Izvestiya.
Sputnik

Este complexo robótico é capaz de determinar em tempo real qual a direção de combate potencialmente mais perigosa, além de planejar o contra-ataque e permitir aos militares russos criar um sistema de defesa antitanque inteligente.

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Segundo disse à mídia uma fonte no Ministério da Defesa da Rússia, os primeiros sistemas 83T289-1 Zavet vão ser construídos com base nos veículos blindados BMP-3. A única diferença é que os canhões de 100 e 30 milímetros serão substituídos pelos sistemas de observação. Ao mesmo tempo, o Zavet será equipado com uma metralhadora de grande calibre, além de vários sistemas de gestão da informação e comunicações.

O sistema automatizado será blindado. Antes de participar no combate, o Zavet faz o escaneamento do terreno para determinar se existem veículos inimigos na zona. Ao receber toda a informação necessária, vai obter os dados de inteligência fornecidos pelas unidades terrestres e drones, depois determina automaticamente a direção e velocidade com a qual se movem as unidades do adversário. Finalmente, elaborará a lista dos alvos e suas coordenadas e passa-as às unidades antitanque.

A primeira linha do sistema contará com os equipamentos de longo alcance Khrizantema, equipados com ferramentas óticas e eletrônicas, para além de radares capazes de detectar os alvos em qualquer momento do dia e da noite e em qualquer condição climática, à distância de até seis quilômetros. Na segunda linha de combate ficam os sistemas antitanque Kornet com o alcance máximo de cinco quilômetros.

Segundo declarou ao jornal Izvestiya o especialista militar Aleksei Leonkov, os sistemas automatizados que controlam vários tipos de armamento aumentam significativamente a sua eficácia. O exército da Rússia já tem vários sistemas de inteligência e combate robotizados.

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"Os sistemas de gestão podem ser facilmente integrados entre si", destacou. Também informou que, durante o desenvolvimento do novo complexo, os engenheiros russos levaram em conta a experiência militar destes sistemas na guerra na Síria.

"Os terroristas se deslocam bastante rápido nos seus veículos blindados ligeiros, por isso é necessário desenhar um sistema capaz de coordenar as atividades das forças antitanque. Não descartou a possibilidade de que o novo sistema seja experimentado na Síria", sublinhou.

O primeiro sistema automatizado de gestão de tropas, o Manyovr, entrou em serviço do Exército da União Soviética em 1983. Em 2000, os engenheiros militares russos desenvolveram o sistema Polyot-K, desenhado para controlar a ação das unidades das Forças Aerotransportadas. Em 2009, foi testado pela primeira vez o sistema de gestão de unidades táticas ESU T3.

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