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Temer a pique: 90 dias para aprovar reforma da Previdência

O Plenário da Câmara dos Deputados retoma oficialmente as votações nesta terça-feira. Na segunda-feira, os deputados e senadores abriram oficialmente os trabalhos legislativos.
Sputnik

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reafirmou na abertura do ano legislativo que a votação da reforma da Previdência (PEC 287/16) deve ser uma prioridade. 

No entanto, a pressa do governo em votar a reforma da Previdência, um dos temas principais da mensagem do presidente Michel Temer ao Legislativo na abertura dos trabalhos de 2018, é considerada um desafio mesmo entre os partidos aliados do governo.

O próprio Maia, ainda na segunda-feira, ameaçou engavetar a pauta, se a mesma não for votada até o dia 20, segundo a agenda. Só isso já parece difícil, pois o recesso de Carnaval já está batendo na porta, e o governo terá muito pouco tempo para articular.

Além disso, como é de conhecimento público, em ano de eleição a Câmara ganha peso para formação de alianças políticas e os projetos mais polêmicos são deixados de lado.

Segundo especialistas, Temer terá, no máximo, 90 dias para aprovar a reforma da previdência, pois a partir de junho o congresso ficará completamente esvaziado.

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Para o vice-líder do PSD, o deputado Herculano Passos, vai ser preciso muito diálogo com os parlamentares. "Eu não sei como é que o governo vai fazer para votar essa matéria que precisa de 308 votos. O nosso partido é um partido da base do governo e não está com uma grande maioria a fim de votar a reforma da Previdência", afirmou. 

Sputnik também conversou com cientista político Alberto Carlos Almeida, diretor do instituto Análise. Ele reiterou a impressão de que a própria base de Temer estaria se sentindo insegura para votar.

"Na semana passada, gente do governo veio a público com várias declarações, dizendo que não seria possível aprovar. Rogério Russo, líder do PSB, o próprio presidente da Câmara", disse o interlocutor da agência.

"O próprio presidente da República, ao dizer que o governo dele poderia sobreviver sem uma reforma da previdência foi uma maneira de admitir a dificuldade de votar", acrescentou.

O diagnóstico é quase unanime.

"A reta eleitoral atrapalha sim, sem dúvida. Dificulta bastante", confirmou o especialista.

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