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Brasileiro detido na Venezuela diz ter sofrido 'terror psicológico'

O brasileiro Jonatan Moisés Diniz afirmou nesta terça-feira (9) que sofreu "terror psicológico" durante o período em que ficou preso na Venezuela e deu mais detalhes sobre sua detenção.
Sputnik

O designer gráfico de 31 anos disse que foi detido enquanto estava na praia com amigos por um policial que o ameaçou com uma arma. Ele foi, então, levado para um prédio do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), na região metropolitana de Caracas.

"Tentaram colocar terror psicológico falando que eu poderia ficar lá tanto 1 como 1000 dias, que ninguém havia me procurado e que ninguém nem sequer sabia de minha prisão", escreveu o brasileiro em seu Facebook.

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Ele afirma não ter sofrido tortura ou abuso sexual, mas diz que a cela em que ficou com outros 8 venezuelanos estava em estado precário. Diniz conta não ter recebido nenhum alimento das autoridades e que conseguiu comer apenas por doações de seus colegas de cárcere.

"Diosdado Cabello, braço direito de Nicolás Maduro, fez um pronunciamento em rede nacional […] acusando-me de terrorista e de ligações com grupos com grupos criminosos, de verdade, essas pessoas estão com tanto medo de perder o poder que já estão alucinando", disse Diniz.

O brasileiro contou ter sido impedido de receber visitas ou fazer qualquer tipo de ligação durante os 11 em que ficou detido. Sua prisão virou um incidente diplomático e o Itamaraty acusou a Venezuela de esconder informações sobre seu paradeiro e estado.

Este não é a primeira rusga diplomática entre Caracas e Brasília. Em dezembro, a Venezuela expulsou o embaixador brasileiro no país — medida que recebeu resposta de igual medida das autoridades brasileiras.

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