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Mídia: países europeus não estão confiantes na capacidade de ajudar a Ucrânia sem os EUA

© AP Photo / Pascal BastienBandeiras da União Europeia (UE) e da Ucrânia hasteadas fora do Parlamento Europeu, em Estrasburgo. França, 8 de março de 2022
Bandeiras da União Europeia (UE) e da Ucrânia hasteadas fora do Parlamento Europeu, em Estrasburgo. França, 8 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 02.10.2023
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Artigo do Wall Street Journal diz ser improvável que a Europa seja capaz de preencher a lacuna deixada pelos EUA caso Washington retire totalmente o apoio ao regime de Kiev.
A ameaça de retirada de apoio dos EUA à Ucrânia trouxe à tona o debate sobre a capacidade da Europa em sustentar o apoio a Kiev sem a ajuda de Washington. É o que afirma um artigo publicado nesta segunda-feira (2) no Wall Street Journal.

"Os líderes europeus enfrentam uma questão que esperavam evitar: se os Estados Unidos recusarem um papel de liderança no apoio à Ucrânia, serão eles [os países europeus] capazes de preencher essa lacuna? [...] A decisão dos EUA [de congelar o financiamento a Kiev] enviou ondas de choque através do Atlântico", diz o artigo.

No domingo (1º), o presidente dos EUA, Joe Biden, sancionou o orçamento temporário aprovado pelo Congresso para evitar a paralisação do governo. A proposta orçamentária, no entanto, não inclui verba para a Ucrânia. O Congresso americano terá até o dia 17 de novembro para discutir um novo orçamento e formas de acomodar a assistência à Ucrânia dentro do projeto.
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Segundo o artigo do WSJ, mesmo se a Europa decidir assumir o papel principal no apoio à Ucrânia, a capacidade de países europeus de aumentar a assistência militar e financeira, como deseja o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, é severamente limitada. Atualmente a Europa passa por crise econômica, alta inflacionária, restrições orçamentárias e desaceleração da indústria.
Tais questões, em grande parte, são frutos da decisão do continente de seguir os EUA em sua agenda de apoio à Ucrânia no conflito contra a Rússia. Porém, segundo o artigo, o enfraquecimento da indústria bélica seria o principal entrave.

"O maior obstáculo à capacidade da Europa de substituir os EUA pode ser o enfraquecimento de sua indústria bélica. A produção de armas diminuiu significativamente desde o fim da Guerra Fria, em decorrência de anos de baixos gastos militares por parte dos governos europeus. A produção de armas básicas, tais como tanques, aeronaves e submarinos, também requer muito tempo", observa o artigo.

O Ocidente vem dando consecutivos sinais de fadiga em relação à Ucrânia nos últimos meses. Nos EUA, parlamentares criticam o financiamento indefinido do regime de Kiev, enquanto na Europa Zelensky perde aliados importantes, como a Polônia, que recentemente anunciou que vai parar de fornecer armas à Ucrânia para priorizar o seu próprio aparato bélico.
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