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Twitter teria colaborado com agências de inteligência dos EUA para contrariar 'desinformação'

© AP Photo / Jeff ChiuLogotipos do Twitter no prédio da sede da empresa em San Francisco, Califórnia, EUA, 19 de dezembro de 2022
Logotipos do Twitter no prédio da sede da empresa em San Francisco, Califórnia, EUA, 19 de dezembro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 25.12.2022
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Os Ficheiros Twitter, que têm sido publicados nas últimas semanas, estão lançando luz sobre possíveis operações de influência na rede social.
As sexta e sétima partes das investigações dos arquivos do Twitter, chamados Ficheiros Twitter (Twitter Files, em inglês), afirmam que o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) dos EUA deram instruções para censurar tweets específicos e contas por "violação" dos termos de serviço da empresa.
O jornalista independente Matt Taibbi diz que o FBI parece ter inundado o Twitter com tantos pedidos para lutar com contas obscuras publicando "desinformação" que os funcionários da plataforma "tiveram que improvisar um sistema para [os] priorizar/triar".
Taibbi também revelou alguns e-mails que citam casos em que executivos do FBI tentaram "validar teorias de influência estrangeira" nos EUA para justificar os pedidos, descrevendo o FBI como "porteiro de um vasto programa de vigilância e censura das redes sociais".
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"São agências que abrangem todo o governo federal, desde o Departamento de Estado até o Pentágono e a CIA [Agência Central de Inteligência]. A operação é muito maior do que os 80 membros da Força-Tarefa de Influência Estrangeira [FITF, na sigla em inglês] do [FBI], o que também facilita as solicitações de uma ampla gama de atores menores, da polícia local à mídia e aos governos estaduais", apontou ele no Twitter.
O jornalista afirmou que "o principal resultado final foi que milhares de pedidos oficiais fluíram para o Twitter de todos os lugares, através da FITF e do escritório de campo do FBI em San Francisco", na Califórnia.
Além disso, "agentes russos" foram apontados como dirigindo um portal "que documenta supostas violações de direitos humanos realizadas por ucranianos", referindo um aparente esforço de combater "contas antiucranianas" e "pró-[Nicolás] Maduro", o presidente da Venezuela.

"As informações sobre a origem obscura dessas contas podem ser verdadeiras. Mas também algumas das informações nelas contidas – sobre os neonazistas, abusos de direitos em Donbass, até mesmo sobre nosso próprio governo. Devemos bloquear esse material?", questionou Taibbi.

O FBI tem negado as acusações de conluio com o Twitter.
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